Há um dia
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
e de quem não me despedi direito;
daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter;
de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse,
decerto gostaria de experimentar;
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente,
como só os cães são capazes de fazer, (O Ralfinho 1º, que saudade...)
dos livros que li e que me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
não sei aonde,
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em
japonês, em russo, em italiano, em inglês, (em francês)
mas que minha saudade,
por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente,
quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar
sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
ou seja lá como possamos traduzir saudade
em outra língua, nunca terá a mesma força
e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente,
a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
todas as vezes em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do
que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Sentir saudade, é sinal de que se está vivo!
**Maria Eugênia - Doce Deleite**
dos livros que li e que me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
não sei aonde,
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em
japonês, em russo, em italiano, em inglês, (em francês)
mas que minha saudade,
por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente,
quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar
sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
ou seja lá como possamos traduzir saudade
em outra língua, nunca terá a mesma força
e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente,
a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
todas as vezes em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do
que tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Sentir saudade, é sinal de que se está vivo!
**Maria Eugênia - Doce Deleite**
Essa eu vi na Casa do Zé no ano passado. Um texto que, diferente do que se podia pensar, não me deixou triste e sim me deu esperanças... Esperança de que é possível sobreviver a infortúnios, extrair coisas boas de momentos difíceis e, não só sobreviver, mas se aperfeiçoar. Afinal, se aqueles 9 meses passados, só fizeram com que tudo melhorasse, porque esses 11 seriam diferentes?
xxoo
domingo, 28 de agosto de 2011
Eu me perdi, perdi você.
Perdi a voz , o seu querer.
Agora sou somente um
Longe de nós um ser comum
Agora sou um vento só; a escuridão,
Eu virei pó, fotografia,
Sou lembrança do passado.
Agora sou a prova viva
De que nada nessa vida
É pra sempre até que prove o contrário. (tomara que se prove algo assim)
Estar assim, sentir assim.
Turbilhão de sensações dentro de mim.
Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço.
Eu te cavalgo embaixo do cair
Da chuva. Eu reconheço...
Estar assim, sentir assim...
Turbilhão de sensações dentro de mim
Eu me aqueço, eu endureço,
Eu me derreto, eu evaporo,
Eu caio em forma de chuva. Eu reconheço
Eu me transformo...
Gente, o que é que é isso?!
Que agonia, que sensação ruim, que tristeza chata e incoerente...
Aaaai, que eu detesto sentir algo que eu sei que não está correto, que é frescura, exagero, ou sei lá o quê... Eu sei, eu sei, eu... sei?
Diacho que eu não sei mas de porra nenhuma nada!
Minto! Eu sei de algo com toda certeza...
Sei que queria estar com ele! Em qualquer lugar, em qualquer dimensão além da dos meus sonhos O que é PHoda, ontem por exemplo, fui assistir Planetas dos Macacos e passei a noite sonhando com Paris sendo atacada por chimpanzés...
Passa logo 4 meses... passa!!!
xxoo
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Estaria generalizando se eu dissesse que todos os homens não prestam. Eu nem mesmo acredito nisso apesar das muitas provas, continuo tendo fé que sempre possa existir sua alma gêmea, alguém que ao lhe amar de verdade não vai ousar te ferir com palavras volúveis e atos levianos. tá não sei se realmente acredito nisso, no máximo posso dizer que espero isso pra mim, talvez na próxima encarnação, porque nessa tá duro.
Mas o raio é que meu gênero é composto de mulheres extremamente ingênuas, que acreditam em qualquer canalhinha que lhe oferecem o mínimo de carinho e promessas de "eu sou diferente dos demais".
Poxa! Será que é demais pedir só um pouquinho de sinceridade? Algo "como estou te curtindo, mas quero e vou ficar com outras pessoas"? Sim dearest, é demais! Mesmo porque essa frase para ser sincera mesmo teria que vir acompanhada de "há! mas não quero que você fique com mais ninguém além de mim" e isso benhê, não rola mesmo. Por isso eles vão continuar mentindo, iludindo, persuadindo, enfim, sendo homens.
Cause, baby, is easy! E bota easy nisso, sendo nós presas tão fáceis...
Ah, okay! Na verdade eu queria só postar umas frases legais que achei no Pensador, mas de certa forma achei melhor "justificá-las".
William Shakespeare
"Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram"
Voltaire
"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são"
Friedrich Nietzsche
"Deus deve amar os homens medíocres. Fez vários deles"Abraham Lincoln
"Os homens mentiriam menos se as mulheres fizessem menos perguntas"
Nelson Rodrigues
xxoo
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Estava buscando uma imagem para o post anterior quando encontrei o blog Escrever para não implodir. Entre as muitas coisas boas que encontrei por lá, e que, dentro em breve, estarei postando para vocês, me chamou atenção dois trechos do O Pequeno Príncipe, livro há muito lido por mim. Enfim...
XXI
"-A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
-Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
-É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
-Teria sido melhor se voltasses à mesmo hora - disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade."
XXVI
"O sentimento do irremediável me fez gelar de novo. E eu compreendi que não poderia suportar a ideia de nunca mais escutar aquele riso. Ele era pra mim como uma fonte no deserto."
"-O que é importante não se vê...
-Sim, eu sei...
-É como com a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é bom, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estarão floridas..."
O Pequeno Príncipe - Antonie de Saint-Exupéry
xxoo
-Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
-Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-Beba um pouco dessa água.
-Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
-Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
-Qual é o gosto?
-Bom! - disse o rapaz.
-Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
-Não - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.
-Qual é o gosto?
-Bom! - disse o rapaz.
-Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
-Não - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
-A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:
É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.
Sinto que em breve terei de exercer esta atividade. Aumentar o sentido de tudo que está em minha volta...
xxoo
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