Há 2 dias
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Olho para a chuva
Que não quer cessar
Nela vejo o meu amor
Esta chuva ingrata
Que não vai parar
Pra aliviar a minha dor
Eu sei que o meu amor
Pra muito longe foi
Numa chuva que caiu
Oh, gente
Por favor pra ela vá contar
Meu coração se partiu
Chuva traga o meu benzinho
Pois preciso de carinho
Diga a ela
Pra não me deixar
Triste assim
O ritmo dos pingos
Ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique
A esperar em vão
Por ela que me faz chorar
Oh, chuva traga o meu amor
Chove, chuva traga o meu amor
Oh, chuva traga o meu amor
Chove, chuva traga o meu amor
Adoro essa música na voz da Fernanda Takai.
Tava aqui feito uma abestada tentando a cada 30 minutos já há 3 horas uma ligação no Skype, e aproveitando o intervalo das minhas tentativas para gritar cantar minhas musiquinhas (minha lista de preferidas no winamp, que não é atualizada desde outubro do ano passado) e rir um poucos das minhas marmotas. Sério, eu sou muito poia!
Não sei se foi mas engraçado o meu "bonsoir, je voudrais parler avec vous Fulano, s'il vous plaít" treinado com a mulherzinha do google por muito tempo com a mensagem eletrônica que pedia o ramal do criatura lógico que eu demorei séculos pra descobrir o que ela queria ou o meu "Mas que p*##* minha senhora eu só queria falar com o FdP do Fulano" quando um francês atendeu (liguei errado, probably). Nunca pensei poder falar tantos "sorry" em alguns segundos (não deu tempo treinar 'desculpa' no translate).
Aaaai, eu me fo#*, mas me divirto!
xxoo
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
"Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer"
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer"
Esse é um trechinho da música Dona Cila, que a uber Maria Gadú fez em homenagem a vozinha dela, que está no "reino divino cheirando a alecrim", como a letra também diz. Minha amiga Alê pessoinha pertubenta que não quer me deixar trabalhar que me indicou. Amei, viu miga?!
Ow gentem... 100 horinhas sem o criatura e olha meu estado!
Tô começando a pensar que essa dor é psicossomática. Que na verdade eu não a estou sentindo, que é só saudade de ser adolescente burra e apaixonada sem demais preocupações porém eu as tenho de monte.
Alguém conhece um psicanalista que trabalhe por caridade ou pelo SUS?! (1ª opção é preferível e menos improvável)
xxoo
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.
Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma.
Não sorriu hoje? Medicamento.
Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal.
Mas quando fico triste, também está tudo normal.
Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão.
Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa.
Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...”
“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...”
Lembra da música?
Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer.
Pois é, pega mal.
Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara.
“Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música.
Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato.
Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais.
Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for.
Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar.
Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros
Sei que algumas pessoas só querem ajudar. Eu também sou assim, não posso ver uma amiga deprê que quero carregá-la para uma farra, lhe arranjar um "esquema", lhe ver feliz, afinal sinto que essa é minha função de amiga. Porém agora, que estou meio "down", não diria sequer triste, apenas não tão feliz, quero ficar um pouquinho só. Não porque a solidão é tudo que me resta, mas porque ela também pode ser uma boa companhia. E quero me permitir ficar triste se eu quiser, porque isso não me diminui, só mostra que eu também sou humana.
Mas obrigada mesmo a todos que estão tentando me dar um "up".
Vocês são demais!
xxoo
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
"A SAUDADE NÃO DESEJA IR PARA A FRENTE. ELA DESEJA VOLTAR"
RUBEM ALVES
"Mas quando for a hora de ir embora
sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola,
mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim"Fernanda Young
Achei essa ilustração fofíssima no deviantART... Pelo que entendi o desenhista criou esta série, Love is..., para sua atual esposa. Enfim, amei, e preparem-se para ver muitas dessas lindas imagens aqui!
xxoo
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